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SECÇÃO: Nordeste Rural Cerca de 450 caçadores atraídos pelas novidades da Prova de Santo Humberto 20 mil pessoas na Feira da Caça
Terminou, anteontem, mais uma edição da Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros. Durante quatro dias, mais de 20 mil pessoas, portugueses e espanhóis, passaram pelo recinto do Parque Municipal de Exposições para visitar os certames. Entre os presentes contaram-se muitos caçadores e participantes das diversas actividades propostas pelo programa do evento. Nas quatro montarias estiveram cerca de 450 caçadores. Este ano, a novidade foi a caça com cães de raça spaniel na Prova de Santo Huberto – IV Prémio Galaico-Português. Decorreu, ainda, a II Copa Ibérica de Cetraria, que conquistou falcoeiros portugueses e espanhóis e deu espectáculo às dezenas de pessoas presentes. O II Raid Turístico voltou a suscitar o interesse dos “amantes” do todo-o-terreno. A iniciativa contou com mais de 30 veículos e 100 participantes, que percorreram, no passado sábado, diversos pontos de interesse turístico do concelho de Macedo de Cavaleiros. No dia seguinte, as atenções dividiram-se entre a I Corrida de Galgos e a I Prova de rádio-modelismo. O seminário dedicado ao tema “Apoios Financeiros no Sector da Caça e do Turismo” atraiu, igualmente, os participantes, através da pertinência das temáticas em debate. Nesta iniciativa estiveram presentes diversas personalidades da área da cinegética e do turismo, bem como de instituições sócio-profissionais.
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MENSAGEIRO NOTICIAS |
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Lei das Armas preocupa caçadores
Por: Ana Preto
Confederação prevê aumento de armas ilegais e critica técnicos das Florestas A nova Lei das Armas foi duramente criticada pelo presidente da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses (CNCP) e pelo presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética, na abertura oficinal da XV Festa dos Caçadores do Norte, XIII Feira da Caça e Feira de Turismo, que teve lugar no passado dia 30 de Janeiro, em Macedo de Cavaleiros. Segundo Vítor Palmilha, presidente da CNCP, a nova Lei implica demasiada burocracia para renovar as licenças de porte de armas e há muitos caçadores que estão a desistir de o ser. Estima-se que entre 20 a 30 por cento dos caçadores tenham abandonado a actividade, deste a entrada em vigor desta Lei. Por outro lado, a CNFC teme que o tempo de espera pela licença se traduza num aumento do número de armas ilegais em circulação. “Há tantas pessoas nestes momento que estão à espera oito, ou nove meses, pela licença, que, no dia de amanhã, isso pode significar que haja mais armas ilegais em Portugal”, afirmou Vítor Palmilha. O responsável adiantou que a lei “englobou no mesmo saco os caçadores e aqueles que andam aí a assaltar bancos e bombas de gasolina”. Outra das preocupações da Confederação são os técnicos da Autoridade Florestal Nacional (que já teve vários outros nomes, desde o século passado à actualidade) que ao contrário do Ministério da Agricultura, e da secretaria de Estada da tutela, continua a funcionar “mal”. “Não queremos um sector 150 anos atrasado. Aqueles que, durante dezenas e dezenas de anos, nada fizeram para desenvolver o sector, connosco não podem contar”, disse Vítor Palmilha. O responsável acrescentou que esta organização, desde há muito, funciona “contra os caçadores e o sector da caça”; um sector que representa “320 milhões de euros, por ano, que é importante no aspecto económico, social, turístico, e no desenvolvimento rural e cinegético”. Raul Morais, presidente da FACIRC, sublinhou que o sector da caça tem uma grande importância em regiões como Trás-os-Montes. No entanto, é necessário, “uma abordagem profunda e apresentação de planos sectoriais de forma a garantir uma gestão eficiente de espécies como o javali, o veado, o corso”, sublinhou. Maiores problemas tem o sector da caça menor porque, segundo adiantou, a gestão ordenada das zonas de caça não se traduziu, como em outras zonas do país, num aumento gradual das populações das espécies. “É necessário implementar medidas de gestão adequadas e mais recursos”, acrescentou. Importante para o sector turístico da região, a Festa dos Caçadores contou este ano com o secretário de Estado do Turismo, na abertura oficial. Bernardo Trindade referiu que esta iniciativa é um bom exemplo do que pode ser feito para atravessar a crise pela qual passamos Beraldino Pinto, presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, sublinhou, precisamente, que a caça aumenta a atractividade turística do concelho. A Festa dos Caçadores, Feira da Caça e do Turismo decorreu entre os dias 29 de Janeiro e um de Fevereiro. Segundo o município, passaram pelos diversos eventos mais de 20 mil pessoas, entre as quais cerca de 450 caçadores, que participaram nas quatro montarias do cartaz, na Prova de Santo Huberto e na Copa Ibérica de Cetraria. O II Raid Turístico contou com mais de 30 veículos, num total de 100 participantes. A Festa, organizada pela FACIR e Câmara Municipal, compreendeu ainda um seminários sobre caça e turismo, apresentação de livros, prova de rádio modelismo, corrida de galgos, animação musical e cultural e exposições de falcões e de espécies cinegéticas, entre outras actividades.
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SEMANÁRIO TRANSMONTANO |
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Macedo de Cavaleiros XIII Feira da Caça
Quatro dias a promover o turismo no concelho Os organizadores do certame querem converter o concelho “num destino turístico no Nordeste Transmontano, onde sobressaia a sua riqueza paisagística e o seu património cultural” Organizada pela Câmara Municipal e pela Federação das Associações de Caçadores da I Região Cinegética, decorre desde ontem no Parque Municipal de Macedo de Cavaleiros a III edição da Feira da Caça. Paralelamente, realizam-se também a III Feira do Turismo e a XV Festa dos Caçadores do Norte. A exemplo do que sucedeu na edição do ano passado, para acolher estes eventos, a organização aumentou para cerca de 6 mil metros quadrados a área de exposição coberta.
Com o certame, a inaugurar hoje pelo secretário de Estado do Turismo, os organizadores pretendem converter o concelho, não apenas “numa referência na área cinegética, mas sobretudo num destino turístico no Nordeste Transmontano, onde sobressaia a sua riqueza paisagística e o seu património cultural, aliados à qualidade dos produtos regionais, da gastronomia e do saber receber das suas gentes”.
Para além das habituais montarias, que este ano têm lugar em Morais, Soutelo Mouriso, Murçós e na zona de caça turística da Quinta de Zacarias, em Alfândega da Fé, o certame conta com a realização da segunda edição da Copa Ibérica de Caça com Falcões, a decorrer na Zona de Caça e Pesca de Limãos, junto ao santuário do Santo Ambrósio, e do segundo Raid Turístico, em viaturas todo o terreno, com passagem “por alguns dos mais belos lugares e paisagens do concelho”. Durante a prova de Santo Huberto, já habitual neste evento, este ano o IV Prémio Galaico-Português disputa-se na Zona Associativa de Grijó e Vilar do Monte.
Ao cartaz de anos anteriores, o deste ano acrescenta o I Troféu Ibérico de Tiro com Arco, que decorrerá no recinto exterior da Feira e a corrida de galgos, com cujas provas se pretende recriar dois processos de caça.
O certame conta com a participação de diversas associações culturais, para a divulgação de produtos de algumas freguesias do concelho. Presentes vão estar também algumas cooperativas agrícolas da região, produtores de vinho, de queijo e de doçarias regionais, além de casas de fumeiro e artesãos, assim como estabelecimentos comerciais de vestuário e de outros produtos de caça e pesca.
No decorrer do evento estão programadas algumas actividades permanentes, nomeadamente a exposição e prática de falcoaria, a prática de tiro com arco e besta e a exposição de fauna viva de espécies cinegéticas.
Por: João Branco
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